Música indivisível da poesia: Zé Miguel Wisnik no Litercultura

Versos compõem poesias e também canções, e aquelas criadas a partir de leituras auxiliam na criação de um vínculo indivisível entre ambas. A união entre a poesia e a música foi o tema de Cancioneiro Poético, conversa e aula-show de José Miguel Wisnik durante nosso terceiro capítulo, no dia 30 de agosto.

Litercultura - Curitiba, agosto 2015

A combinação é natural para Wisnik, pianista cujo primeiro ato solo pela Orquestra Municipal de São Paulo foi uma interpretação do Concerto nº 2 de Camille Saint-Saëns, aos 17 anos. Os estudos em Letras começaram pela licenciatura e evoluíram para um mestrado e posterior doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada ao final da década de 80, acompanhados por ensaios sobre literatura e música, a exemplo de seu primeiro livro O Coro dos Contrários – a Música em torno da Semana de 22, publicado em 1977.

O autor também é chamado de Zé Miguel Wisnik, nome usado na gravação de seus álbuns, entre eles São Paulo Rio, de 2002, com participação de Elza Soares, e o duplo Indivisível, de 2011, no qual destacou um CD para o piano e outro para o violão. Seu livro de ensaios O Som e o Sentido, de 1999, é considerado um guia para leigos ou iniciados no estudo da música.

A apresentação músico-falada de Wisnik no Litercultura aconteceu no domingo, dia 30 de agosto, no Palacete Garibaldi.