Marcia Tiburi – 16/8/2017

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em Filosofia (UFRGS, 1999), tendo feito um pós-doutorado em Artes. Publicou diversos livros de filosofia, entre eles “As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); Metaformoses do Conceito: ética e dialética negativa em Theodor Adorno (Ed. UFRGS, 2005, vencedor do Açoarianos de melhor ensaio), “Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero” (EDUNISC, 2008), “Filosofia em Comum” (Ed. Record, 2008), “Filosofia Brincante” (Record, 2010, indicado ao Jabuti), “Olho de Vidro: a televisão e o estado de exceção da imagem” (Record 2011, indicado ao Jabuti), “Filosofia Pop” (Ed. Bregantini, 2011), Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005, indicado ao Jabuti), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012, indicado ao Jabuti e ao Portugal Telecom). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. Em 2015 publicou Como Conversar com um fascista – Reflexões sobre o Cotidiano Autoritário Brasileiro (Record, 2015, indicado ao APCA) que está em sua décima edição. Uma fuga perfeita é sem volta (2016), seu quinto romance, concorre ao Prêmio Rio de Literatura em 2017. Desde 2008 Marcia Tiburi coordena um Laboratório de Escrita Criativa, atualmente no Rio de Janeiro, na Escola Passagens. É também Professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e colunista da revista Cult. A autora falará sobre Juan Rulfo, escritor mexicano de obra breve, precursor de escritores como García Márquez e Jorge Luís Borges.

No terceiro dia do Litercultura 2017 a filósofa Marcia Tiburi falou sobre a obra de Juan Rulfo, especialmente do clássico Pedro Páramo, obra seminal do realismo mágico. A mediação é do professor Paulo Venturelli.

“A coisa mais incrível e que me deixa maravilhada pelo livro é que todos estão mortos. Desde que eu li esse livro e saio na rua eu tenho muita dúvida (risos)… Nesse livro existe uma dialética e uma analogia com a morte. Não existe hierarquia entre a vida e a morte. É um livro sobre a finitude.”

Fotos: Gilson Camargo