Julián Fuks – 15/8/2017

Julián Fuks foi considerado um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros pela revista britânica Granta em 2012. Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), o descendente de argentinos publicou quatro obras: Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7 Letras, 2004), ganhador do Prêmio Nascente da USP; Histórias de literatura e cegueira (Record, 2007), finalista do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio Jabuti; Procura do romance (Record, 2012), finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio São Paulo de Literatura; e A resistência (Companhia das Letras, 2015), que conquistou o Prêmio Jabuti de ficção, o segundo lugar no Oceanos (antigo Portugal Telecom) e foi um dos finalistas no Prêmio São Paulo de Literatura. Julián Fuks falará sobre Juan José Saer, argentino considerado um dos nomes mais importantes da literatura latino-americana do século XX, tema de sua dissertação de mestrado.

Em conversa com o escritor Luís Henrique Pellanda, Julián Fuks falou sobre a tradição na literatura latino-americana de tratar política diretamente e como Juan José Saer escreveu de forma autônoma e contra essa tendência.

“Em “Ninguém Nada Nunca”, Saer fala da ditadura, de opressão, de militância a partir da história de cavalos que misteriosamente começam a morrer. Porém, para o o autor, a literatura não deve ser diretamente engajada na política. Para ele, a arte deve responder às necessidades da arte em geral e não a contextos específicos.”

Fotos: Gilson Camargo