João Silvério Trevisan – 9/8/2018

Cinquenta anos atrás, boa parte do mundo era chacoalhada pelos movimentos contraculturais de 1968. Vozes até então lançadas à margem se insurgiam, faziam-se ouvir nos discursos e nos costumes, na política e na arte. Com 24 anos, ele já havia experimentado a infância, difícil, que o atravessou deixando marcas de custosa cicatrização, a vida em seminário, e encontrava a literatura e a arte, sobretudo o cinema, de que já se enamorava desde a vida de adolescente religioso.

Como digerir tantas vozes opressivas, como transformar isso tudo em matéria de arte, de literatura?

João Silvério Trevisan, antropofágico, filtra com sua subjetividade antenada os conflitos do mundo interno e externo, e fará sempre, a partir daí, um trabalho que revisita o discurso reinante (são mais de 20 obras entre literatura, jornalismo, teatro e cinema, fora a militância na defesa dos direitos do homossexuais), revolve os clichês normalizantes e devolve uma obra pungente, feita com paixão, não sendo nunca demais lembrar que da paixão também deriva o pathos, a patologia, o sofrimento. Com vocês, João Silvério Trevisan.

Após a palestra, a mediação será de Yuri Al’Hanati, que nasceu em Parati (RJ) e vive em Curitiba desde 2004. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, atuou como repórter de cultura, política e cidades na Gazeta do Povo e foi cartunista diário do mesmo periódico por três anos. Mantem a plataforma cultural voltada à literatura Livrada! desde 2010.

Fotos: Gilson Camargo

Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2018
Apoio: Itaú Cultural
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 Colégio Medianeira
Co-patrocínio: Marcelo Almeida Cultura
Apoio Institucional: Esc – Escola de Escrita, ICAC, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba