A leitura como ponto de partida: José Castello e Paulo Venturelli

Um livro resulta de experiências, desde as reais contadas com a maior fidelidade possível ou aquelas transformadas em ficção pelo recorte de seus autores; também pode ser fruto de pesquisas, memórias, entrevistas e demais recursos, entre eles a própria experiência da leitura. Esse foio tema da conversa de José Castello e Paulo Venturelli no terceiro capítulo do nosso festival, em mesa realizada no sábado 29 de agosto.

Litercultura - Curitiba, agosto 2015

José Castello nasceu na capital do Rio de Janeiro em 1951, e radicou-se curitibano em 1994. Foi editor do suplemento Ideias & Livros no Jornal do Brasil. É considerado crítico literário, título que recusa pois afirma partir de leituras pessoais para escrever suas colunas n’O Globo, na seção Literatura na Poltrona. Entre sua produção, estão O Inventário das Sombras (Record, 1999), seleta de perfis e entrevistas com escritores, e o romance Ribamar (Bertrand, 2010), premiado no Jabuti em 2011.

Natural de Brusque, Paulo Venturelli mora em Curitiba desde 1974. Doutor em Letras, leciona Literatura Brasileira na UFPR desde 1990, e estreou na literatura com a coletânea de poesias Asilo de Surdos em 1976. Recebeu em 1996 o prêmio da Fundação Cultural de Santa Catarina pela obra A Arte de ser Menino, e em 2012 seu Visita à Baleia foi considerado o melhor livro do ano pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Além da carreira escrita, Venturelli teve atividades no teatro, na direção e na adaptação de obras para o palco.