A Curitiba de Snege e Karam por Joca Terron e Christian Schwartz

Continuamos a virar as páginas do nosso terceiro capítulo de 2015, e apontamos os holofotes para uma Curitiba escondida nas obras de Manoel Carlos Karam e Jamil Snege. Para falar desses exploradores urbanos tivemos um bate-papo com Joca Reiners Terron e Christian Schwartz.

Joca Reiners Terron é natural de Cuiabá, e vive em São Paulo desde 1995. Sua obra abrange dramaturgia, poesia, contos e romances, entre eles as ficções A extraordinária tristeza do Leopardo-das-Neves e Sonho Interrompido por Guilhotina. Terron viabilizou obras originalmente sem tradução em português como organizador da coleção Otra Língua, publicada pela Editora Rocco em 2013; e resgatou livros fora de catálogo enquanto editor da Ciência do Acidente, incluindo material de Karam.

Christian Schwartz nasceu em Curitiba, onde vive. Tem experiência como jornalista na Placar e na Quatro Rodas, e da notícia sua atividade migrou para estudos em literatura, incluindo uma pós-graduação na Inglaterra e o mestrado em estudos literários pela UFPR. Traduziu para o português os romances Alta Fidelidade e Febre de Bola, de Nick Hornby, A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne, entre outros.

Ao conversar sobre as obras de Karam e Snege, Terron e Schwartz trouxeram à luz uma face irreverente e talvez pouco conhecida de Curitiba.

Jamil Snege, conhecido popularmente como ‘turco’, tinha um humor ácido do qual todos eram alvos, até ele mesmo, como na autobiografia ficcional Como eu se fiz por mim Mesmo e na novela Viver é prejudicial a Saúde. Por sua vez, Manoel Carlos Karam brincava com forma e conteúdo na escrita, a exemplo de Jornal da Guerra contra os Taedos e Comendo bolacha Maria no dia de são nunca.

A mesa sobre os dois autores aconteceu no sábado 29, no Palacete Garibaldi. Nossa programação foi distribuída entre a Sociedade Garibaldi, o Clube Concórdia, o TUC e demais lugares do Centro Histórico.